fbpx
Portal Sou de Sergipe
O portal do Sergipano

Viagem aérea com animais para o exterior requer informações com antecedência sobre as exigências de cada país

São Paulo – SP 14/7/2021 – O ideal é que o cão esteja junto ao tutor, na cabine, e possa ter acesso à água e comida durante a viagem para minimizar o estresse.

São inúmeras paisagens para explorar em cada destino, mas é preciso seguir todas as normas estabelecidas.

Neste período de férias, as viagens internacionais costumam ser realizadas por famílias brasileiras. Para as pessoas que optam levar os animais de estimação é fundamental adotar medidas preventivas. A consulta com um médico-veterinário e a verificação da carteira de vacinação faz parte desta postura.

“As doses anuais e os prazos dos controles de parasitas, como vermes, pulgas e carrapatos precisam estar dentro da validade. Esse cuidado é importante tanto para a saúde do pet quanto para a dos demais animais que terão contato com ele”, enfatiza Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News & Negócios (www.revistaecotour.news).

As vacinas obrigatórias em cães e gatos são as antirrábicas, que são exigidas tanto em viagens nacionais quanto nas internacionais. As vacinas recomendadas para os cães são as múltiplas (V8 ou V10) e para os gatos, as múltiplas são V3, V4 ou V5. Para os cães, existem as vacinas opcionais: gripe, giárdia e leishmaniose.

“O tutor responsável deve estar atento a questões que antecedem a viagem aérea, bem como durante todo o trajeto”, diz o médico-veterinário Alexandre Merlo, gerente técnico de Animais de Companhia da Zoetis. De acordo com o especialista, alguns incômodos ao animal são inevitáveis.
“Assim como nós, os animais também sentem a diferença de pressão, principalmente durante a decolagem e a descida do avião. “O ideal é que o cão esteja junto ao tutor, na cabine, e possa ter acesso à água e comida durante a viagem para minimizar o estresse”, completa.

A maioria das companhias exige idade mínima de quatro meses para embarque e peso máximo de 10 kg, incluindo a caixa de transporte. Algumas companhias aéreas permitem a viagem do pet na cabine com o tutor, dependendo do tamanho e altura. “Cães e gatos braquicéfalos, aqueles com o focinho achatado, podem não ser aceitos para viajar, nem nos porões”, ressalta Vininha F. Carvalho.

Para quem deseja levar seu animal para uma viagem ao exterior, é necessário buscar informações com antecedência, há procedimentos diferentes para cada país, ou ate mesmo por regiões. Por exemplo, na União Europeia é necessário um exame de sangue com resultado favorável para a eficácia da vacina de raiva. Sendo necessário aguardar 90 dias corridos antes do embarque, ou seja, se alguém quiser viajar com ou seu cão para a União Europeia vai ter que aguardar aproximadamente 100 dias.

Nos Estados Unidos é necessário providenciar um atestado de vacina com a vacina de raiva aplicada há pelo menos 30 dias. Um atestado de saúde emitido por veterinário com informações específicas que satisfaçam as exigências americanas (por exemplo, o cão deve estar livre de miíases). Exige-se preenchimento correto das guias e respeito às datas de validades dos documentos. Esta documentação será encaminhada para o Ministério da Agricultura que emitirá um documento internacional.

Na Itália, além do atestado de vacina, atestado de saúde, é preciso o preenchimento de guias, anexando um resultado de sorologia antirrábica (feito 90 dias antes da viagem) e implantação de microchip.

Segundo o veterinário Regis Patitucci, com exceção dos cães e gatos, todas as demais espécies necessitam de um estudo entre vários órgãos, tanto do país de origem como do destino para a autorização de viagem. “É muito complicado o transporte internacional de aves, principalmente se forem silvestres, além de todo trâmite do Ministério da Agricultura, ainda é necessário preencher uma guia especifica que não é exigida para cães e gatos (GTA Guia de Transporte Animal) e uma autorização especial emitida pelo Ibama”, conclui.

“Os animais de estimação desempenham um papel muito importante na vida dos tutores. Por isso, quando as pessoas viajam, a maior preocupação é encontrar um roteiro seguro, que permita ao turista desfrutar plenamente de suas férias no exterior na companhia agradável de seu pet”, finaliza Vininha F. Carvalho.

Website: https://www.revistaecotour.news

COMENTE!

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja bem com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Consulte Mais informação