Neste sábado, 16, postos de saúde do estado abrirão com oferta de 13 vacinas para crianças até nove anos e oito para adolescentes de 10 a 15 anos.

Criando Filhos para o Sucesso
Vacinação: Dia D começou no dia 11 de setembro e vai até o dia 22 em cerca de 36 mil postos fixos de vacinação (iStock/Thinkstock)

Sergipe recebeu 317,7 mil doses de vacinas para colocar em dia a situação vacinal de crianças e adolescentes do estado. Desse total, 163,6 mil são doses extras destinadas para a campanha de Multivacinação 2017, que acontece até o próximo dia 22 (sexta-feira). Neste sábado, postos de saúde de todo país estarão de portas abertas, disponibilizando 21 vacinas contra doenças que ainda não estão eliminadas e, portanto, representam riscos para quem não estiver imunizado.

“Todos os dias são dias de vacina, mas este sábado é uma excelente oportunidade para incluir, no programa da família, a ida aos postos de saúde e verificar a situação das carteiras de vacinação de crianças e adolescentes. Só com a conscientização da importância das vacinas é que a população brasileira estará protegida de uma série de doenças que são facilmente preveníeis apenas com a vacinação,” enfatiza o ministro da Saúde Ricardo Barros.

Neste ano, a campanha convoca mais de 47 milhões de crianças menores de cinco anos, crianças de nove anos e também adolescentes de 10 a 15 anos incompletos, para atualizarem o calendário vacinal. Mais da metade (53%) desse público já deveriam ter sido estar com o seu calendário de vacinação completo e o Ministério alerta sobre os riscos da baixa cobertura vacinal.

A ação envolverá 36 mil postos fixos de vacinação e 350 mil profissionais de saúde. Além do envio de 143,9 milhões de doses de vacina de rotina, o Ministério da Saúde ainda distribuiu aos postos de saúde 14,8 milhões de doses extras de 15 vacinas para a campanha. A campanha publicitária deste ano traz o slogan “Todo mundo unido, fica mais protegido”, chamando pais e responsáveis para a mobilização. Terão peças de TV, rádio, com veiculação nacional, internet, além de banners e cartazes que serão distribuídos nos postos de vacinação.

Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, é o momento de avaliar se alguma vacina foi incluída no calendário desde a data que a criança e adolescente esteve pela última vez no posto de saúde.

“Tivemos várias modificações no calendário do Programa Nacional de Imunizações [PNI], tanto em inclusão de vacinas como em expansão da faixa etária”, explicou.

Os dados do Ministério da Saúde apontam que, das cerca de 47 milhões de crianças e adolescentes menores de 15 anos convocados a comparecer, mais da metade (53%) não estão com a vacinação em dia. Em 2016, o Brasil registrou a menor cobertura vacinal dos últimos 10 anos.

Para Isabella, não há um único motivo para essa baixa cobertura e eles são diferentes para as várias faixas etárias. A médica explica que o maior problema é mesmo entre os adolescentes. “Nesse caso, o motivo maior é a questão cultural, a falta de informação e a dificuldade de levar o adolescente à sala de vacinação. Isso não é um problema brasileiro, é mundial”, disse.

Segundo ela, a vacinação só não é menor em países que adotam a imunização nas escolas, uma maneira de aumentar a adesão de adolescentes.

Este ano, o Ministério da Saúde também vai eleger um Dia D de vacinação nas escolas durante a campanha. A data ainda vai ser definida com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Já no caso das crianças, na faixa etária de 4 e 5 anos, segundo Isabella, a baixa na cobertura vacinal acontece porque elas já não frequentam o pediatra como rotina e as famílias acabam esquecendo os reforços necessários nessa fase.

Ela ressalta ainda que algumas vacinas precisam de um trabalho mais focado dos órgão de saúde, por isso a importância das campanhas, e outras apresentam baixa cobertura por problemas pontuais de desabastecimento. “Então, é multifatorial”, ressaltou.

VACINAS – O Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribui cerca de 300 milhões de imunobiológicos anualmente, dentre vacinas e soros, além de oferecer à população todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação. Nos últimos cinco anos, o orçamento do PNI cresceu mais de 140%, passando de R$ 1,2 bilhão, em 2010, para R$ 4,3 bilhões, em 2017.

INFLUENZA – A multivacinação também é uma oportunidade para municípios que ainda tenham vacina contra influenza continuem a vacinar o público-alvo da campanha (menores de 15 anos).

Calendário de Vacinação da Criança Calendário de Vacinação do Adolescente
BCG – ID  Hepatite B
Hepatite B (mantida dose ao nascer) dT  (Dupla tipo adulto)
Penta (DTP/Hib/Hep B) Febre amarela
VIP (Vacina Inativada Poliomielite) Tríplice viral (Sarampo, rubéola, caxumba)
VOP (vacina oral contra pólio) dTpa
VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano) HPV
Vacina Pneumocócica 10 valente Vacina meningocócica conjugada tipo C
Vacina febre amarela
Tríplice viral (Sarampo, rubéola, caxumba)
DTP (tríplice bacteriana)
Vacina meningocócica conjugada  tipo C
Tetraviral (Sarampo, rubéola, caxumba, varicela)
Hepatite A

 

Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde

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Gladson Cardoso - Empresário, Profissional de Marketing de Rede, Jornalista DRT/SE 1.871