O líder do governo Temer na Câmara, o deputado federal sergipano André Moura (PSC), condenado ontem pelo juiz da Comarca de Japaratuba, Rinaldo Salvino, à perda dos direitos políticos por oito anos e à devolução de R$ 1,4 milhão – que segundo sentença judicial teriam sido desviados da prefeitura de Pirambu em 2005 -, rebateu ontem as acusações declarando ter sido injustiçado pelo magistrado e afirmando que na ação “me foi negado até mesmo o direito constitucional à defesa, num processo em que sequer fui citado e no qual se entendeu antecipar o julgamento, sem que fosse oportunizado o acesso dos autos ao meu advogado”.

André Moura alegou ainda que à época dos fatos narrados na sentença ele não era mais prefeito de Pirambu, acrescentando que, apesar disso, o juiz achou por bem condená-lo a devolver recursos públicos de um convênio que o parlamentar não teria realizado, inexistindo qualquer documento que relacione seu nome ao processo.

O parlamentar acrescentou que não mantinha qualquer ligação com a agremiação esportiva para quem a prefeitura de Pirambu, à época sob a gestão do prefeito Juarez Batista, teria firmado o convênio que destinou R$ 1,4 milhão para a agremiação. “e nem mesmo integrava o Conselho do Olímpico”.

Segundo a sentença do juiz, o dinheiro teria saído da prefeitura para o Pirambu Futebol Clube, chamado de “time do Mourão”, e desaparecido fraudulentamente. O processo se relacionou a dois convênios assinados com a prefeitura de Pirambu em 2005 e 2006, liberados pelo então prefeito Juarez Batista dos Santos, então aliado de André Moura, que após prisão confessou à época que estava no poder municipal apenas para garantir recursos para o deputado.

André Moura prometeu que adotará as providências judiciais cabíveis para restabelecer a verdade dos fatos.

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