multivacinacao-2016

Foi lançada na última terça-feira (13), pelo ministro da saúde, Ricardo Barros, a Campanha Nacional de Multivacinação 2016. A campanha possui como objetivo fazer com que pais ou responsáveis atualizem as carteiras vacinação de seus filhos, em especial crianças menores de 5 anos, crianças de 9 anos e adolescentes de 10 a 15 anos incompletos.

O Ministério da Saúde enviou para os postos de saúde de todo o país 19,2 milhões de doses extras de 14 vacinas. Ricardo Barros explicou que a inclusão dos adolescentes se dá por este ser um grupo que apresenta maior resistência à vacinação, além de muitos pais acreditarem que não há necessidade de imunizar os filhos nesta faixa etária. O ministro ainda reforçou que é fundamental o comparecimento de toda a população para checagem de doses que ainda podem faltar.

A campanha se iniciará nessa segunda-feira (19) e tem seu encerramento no dia 30 de setembro, tendo como dia de mobilização nacional no dia 24. No total, foram enviadas 26,8 milhões de doses para todo o Brasil, sendo tanto para a vacinação de rotina de setembro (7,6 milhões de doses) como as doses extras. Serão, aproximadamente, 36 mil postos fixos de vacinação e 350 mil profissionais da saúde envolvidos.

MUDANÇAS NO CALENDÁRIO – Em janeiro de 2016, o ministério promoveu alterações no esquema vacinal de quatro vacinas: poliomielite, HPV, meningocócica C (conjugada) e pneumocócica 10 valente. O Calendário Nacional de Vacinação tem alterações rotineiras e periódicas em função de mudança na situação epidemiológica, nas indicações das vacinas ou na incorporação de novas vacinas. Confira as mudanças deste ano:

POLIOMIELITE – O esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável – VIP (2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral – VOP (gotinha). Até 2015, o esquema era de duas injetáveis (VIP) e três orais (VOP). A mudança está de acordo com a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e como parte do processo de erradicação mundial da pólio. Vale ressaltar que essa substituição não prejudica a proteção das crianças, que já ficam imunizadas com as três doses injetáveis.

HPV – O esquema vacinal passou de três para duas doses, com intervalo de seis meses entre elas. Os estudos recentes mostram que o esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saudáveis de 9 a 14 anos não inferior quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses. As mulheres vivendo com HIV entre 9 a 26 anos devem continuar recebendo o esquema de três doses.

MENINGOCÓCICA – O reforço, que anteriormente era administrado aos 15 meses, passou a ser administrado aos 12 meses, preferencialmente, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.

PNEUMOCÓCICA- Redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente. Passou a ser administrada em duas doses, aos 2 e 4 meses, com um reforço preferencialmente aos 12 meses, que pode ser recebido até os 4 anos. Essa recomendação também foi tomada em virtude dos estudos mostrarem que o esquema de duas doses mais um reforço tem a mesma efetividade do esquema três doses mais um reforço.

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Músico,Jornalista DRT 0002304/SE, Repórter do Programa Voz da Cidadania e apresentador do Programa Expressão Livre.