Você não termina o domingo com a sensação de que o tempo de descanso durante o fim de semana não foi suficiente? Essa não é apenas uma constatação de preguiçoso ou de quem está sobrecarregado em sua carreira. Estudos comprovam que longas jornadas de trabalho podem aumentar o risco de doença cardíaca coronária e acidente vascular cerebral.

Duração do final de semana: qual a ideal?

Cada vez mais as empresas querem funcionários disponíveis ao longo do dia, respondendo a seus e-mails a qualquer hora, e que possam ser consultados em suas horas de folga – noites, fins de semana, férias – sem reclamar. Os subordinados, diante desta equação, têm pouco controle sobre suas vidas recheadas de excesso de trabalho. Essa é a narrativa da mecânica de trabalho moderna.

De acordo com uma pesquisa realizada em Harvard, 94% dos 1.000 profissionais entrevistados disseram que trabalham 50 ou mais horas por semana, com quase metade desse grupo chegando em mais de 65 horas semanais. Isso, sem incluir as 20 a 25 horas extras por semana, em que a maioria deles gasta monitorando seus celulares enquanto estão fora do escritório. Estes indivíduos dizem ainda que quase sempre respondem no prazo de uma hora, assim que recebem uma mensagem de um colega ou um cliente.

Para identificar os efeitos dessa dinâmica perversa na saúde do trabalhador, foram analisados 25 estudos de instituições na Europa, EUA e Austrália. A pesquisa concluiu pessoas que trabalham 55 horas semanais ou mais tinham 33% mais chance de sofrer um derrame cerebral e 13% mais chances de ter doenças cardíacas quando comparado com aqueles que trabalhavam menos de 40 horas por semana.

Qual a consequência?

Trabalhar mais de 55 horas por semana, em comparação com o trabalho de 35 a 40 horas por semana, também estava relacionado com distúrbios do sono em todos os casos observados. Ou seja, quem tem mais tempo para descansar durante a semana, com finais de semana prolongados, também dorme melhor.

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FONTEJAQUELINE RODRIGUES
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