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Comprimidos: o que você precisa saber sobre eles

Durante o desenvolvimento de um medicamento, boa parte da pesquisa tem a ver com a forma farmacêutica, ou seja, como definir se o produto será um comprimido, uma cápsula ou um xarope.

Os comprimidos podem ter revestimentos com as mais diversas funções, desde conferir cor para facilitar a identificação deles em meio a outros produtos, modificar o gosto, ou controlar a forma como o princípio ativo é liberado no organismo.

Se o estudo clínico avaliou que a maior eficácia do comprimido é atingida quando o princípio ativo é liberado, por exemplo, no intestino, um revestimento gastrorresistente permite que o remédio chegue até o intestino, passando intacto pelo ácido estomacal.

Quem faz tratamento com antibióticos muita das vezes tem que acordar de madrugada para seguir rigorosamente os intervalos entre as doses. Entretanto, hoje muitos antibióticos podem ser projetados para que se tome um único comprido por dia, e as doses são liberados controladamente conforme a exigência do tratamento.

Os comprimidos efervescentes mantêm-se estáveis na forma sólida, porém, se colocados na água se desintegram para seres absorvidos com maior rapidez.

Os comprimidos sublinguais, colocados embaixo da língua, são menos comuns, e usados quando necessário uma ação mais rápida, e também são uma alternativa quando destinados à pacientes com problemas gástricos ou com dificuldade de deglutição.

*Texto produzido em parceria com o Portal Leet Doc

Paulista de Taubaté, Aldo José dos Santos é médico generalista graduado pela UNITAU. Colabora também no portal Leet Doc.

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