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Exames de perícias cadavéricas auxiliam investigações de homicídios, suicídios e acidentes de trânsito fatais em SE

Um dos principais exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) é o de perícia cadavérica, também conhecida como necroscópica. Nesse procedimento, são feitas análises para delimitar as situações que geraram o óbito, assim como emitir o parecer técnico sobre a causa da morte. A partir dessas análises é possível identificar a origem do óbito de uma vítima que faleceu em situações violentas, como homicídios, suicídios e acidentes de trânsito.

Em 2021, o IML fez 1.916 perícias cadavéricas em corpos que foram encaminhados à instituição para o registro da morte e identificação dos fatores que geraram o óbito, além dos instrumentos utilizados na ação, como perfuração por arma de fogo, facas, impactos por objetos durante acidentes e outros elementos envolvidos no fato.

O diretor do IML, Vitor Barros, explicou que os corpos de vítimas de atos violentos devem passar por perícias para identificação das causas do óbito, assim como para o fornecimento de informações necessárias às investigações. “Todo o indivíduo que vem a óbito por causas não naturais, sejam elas causas violentas, acidentes, homicídios, suicídios, por força de lei, tem que passar pelo IML para ser periciado”, destacou.

Vitor Barros relembrou que os exames periciais são feitos com celeridade para fornecer respostas rápidas aos familiares e também para o provimento de informações necessárias à elucidação do caso. “O exame de necropsia deve ser realizado o mais breve possível, pois você tem os familiares aguardando a liberação para o velório e para a prestação das últimas homenagens”, pontuou.

Antropologia Forense

O diretor do IML também revelou que, quando não é possível realizar os exames de necropsia, o instituto procede com as análises de antropologia forense. “O laboratório de antropologia forense realiza exames em corpos que estão em avançado estado de putrefação. É todo um trabalho feito para identificar a causa da morte do individuo, o sexo da vítima, raça, biotipo e isso favore à identificação pra posterior liberação para os familiares”, detalhou.

Odontologia Forense

Outro conjunto de exames que são feitos para identificar as vítimas são os realizados na região da arcada dentária. “São exames realizados na região da face que vão analisar perdas e danos da função mastigatória, estética e sequelas que o indivíduo possa ter sido acometido. Foram 514 exames periciais nessa área. Dentro desse número, estão as perícias de identificação por arcada dentária, quando o indivíduo não tem documentação com digital ou quando não são possíveis de serem realizadas”, finalizou.

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