Desde do meu primeiro estágio durante a faculdade até a entrada, de fato, no mercado de trabalho após o término da graduação, eu sempre quis dar o meu melhor em qualquer empresa. Muito mais do que a busca por um salário grandioso meu foco sempre foi o crescimento profissional, os desafios que iria enfrentar, a vontade de aprender e estar com os melhores, e isso me fez uma grande observadora, tanto de colegas de trabalho como de gestores.




Eu já vi muito colaborador desmotivado, que faz fofoca e reclama de todas as decisões tomadas na empresa, mas que na frente dos gestores parecem vestir a camisa da empresa, e estarem realmente interessados no crescimento dela, vi até mesmo colegas pedindo a outros que trabalhem menos para não prejudicar os demais (sim, um absurdo), vi colegas que resolveram se dedicar um pouco mais a um projeto sendo chamados de workaholic, com tom de deboche e de maneira negativa, enquanto os funcionários tóxicos pregavam a “política da boa vizinhança” na empresa.

Essa observação, também, me fez notar que poucos gestores dão a devida importância que esse caso merece, poucos (ou quase nenhum) reconhecem os funcionários tóxicos, e entendem que se eles não foram “detidos” o quanto antes vão acabar contaminando uma equipe inteira, até mesmo o próprio gestor.

Estes funcionários são grandes influenciadores do ambiente, ou você os demite, ou os neutraliza, o mais rápido que puder, antes de criar uma péssima cultura de trabalho na empresa e ter a performance de outros profissionais comprometida.

O custo mais alto, em quem opta por manter funcionários tóxicos no ambiente de trabalho, é a perda dos bons funcionários. Isso porque é mais comum que os bons profissionais peçam demissão ao invés daqueles que estão prejudicando o clima organizacional, especialmente se eles estiverem se sobressaindo às custas dos colegas eficazes e honestos.

Falência da empresa

Lendo um pouco mais sobre o assunto me deparei com um estudo de Harvard que levantou números bastante preocupantes. O comportamento de um empregado tóxico pode acabar com a motivação e o engajamento de seus colegas de trabalho. A pesquisa realizada com mais de 60 mil profissionais aponta que:

  • 80% dos funcionários perdem tempo de trabalho se preocupando com as ofensas e o tratamento rude vindo das pessoas tóxicas no ambiente de trabalho.
  • Além disso, 78% dos entrevistados afirmam que seu desempenho caiu por conta do comportamento de seus colegas tóxicos.
  • A relação com colegas tóxicos afetou, consequentemente, a performance de 68% dos entrevistados.

Isso levanta uma questão importante: os líderes precisam cuidar dos seus bons funcionários, reconhecendo-os, e estando atentos a identificar e parar um funcionário tóxico antes que o problema se espalhe e se transforme em algo muito maior e incontrolável. É preciso deixar a camaradagem de lado e admitir que esses empregados podem desmotivar os colegas, destruir e levar uma péssima cultura de trabalho para sua empresa.