Em carta enviada à senadora Gleisi Hoffmann nesta terça-feira (26), Palocci questiona os posicionamentos do partido diante das acusações de corrupção, afirma que vai colaborar com a Justiça e com “a verdade” e sugere que o PT faça o mesmo.

O ex-ministro Antonio Palocci está formalmente se desligando do Partido dos Trabalhadores (PT), legenda política que ajudou a fundar há 36 anos.

“Sei dos erros e ilegalidades que cometi e assumi minhas responsabilidades. Mas não posso deixar de destacar o choque de ter visto Lula sucumbir ao pior da política, nos melhor dos momentos do seu governo”, diz.

A decisão do político, argumentada em quatro páginas, leva em consideração o processo de afastamento iniciado pelo diretório de Ribeirão Preto que acusava o ex-ministro de trair a fidelidade partidária.

Palocci foi questionado por uma comissão de ética após fazer declarações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em depoimento ao juiz Sérgio Moro.

O ex-ministro é réu da ação penal da Operação Lava Jato e foi condenado a 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

De acordo com Palocci, Lula era responsável por um “pacto de sangue” que envolvia propinas de mais de trezentos milhões de reais com o empresário Emílio Odebrecht.

Na carta, o político volta a questionar a representação política do ex-presidente: “Somos um partido ou uma seita?”

“Até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do ‘homem mais honesto do país’ enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o prédio do Instituto (!!!) são atribuídos à Dona Marisa? Afinal, somos um partido político sob a liderança de pessoas de carne e osso ou somos uma seita guiada por uma pretensa divindade?”.

Em outra parte do documento, o ex-ministro afirma que a sua geração de políticos “está esgotada” e defende que a “esperança na política” será tarefa para os novos líderes.

 Fonte: JN, msn / Notícias
Izaque Vieira / Redação Portal Sou de Sergipe

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