Revelação da música nacional em 2016, Marília Mendonça tem começado a entender que a fama cobra um preço. Principalmente sobre a privacidade. A cantora de 21 anos foi entrevistada colunista Leo Dias, do jornal O Dia, e diz que hoje é impossível ir a um shopping sem ser reconhecida.

— Eu não deixo de ir ao shopping porque eu amo. Sempre teimo em ir, principalmente em cidade do interior. Aí o pessoal sai correndo atrás de mim, eu levo um susto e falo: “vamos embora para o hotel”. Mas eu deixei de fazer coisas sim. Por exemplo: meu sonho era terminar meu show no Salvador Fest e ir lá para baixo ficar no meio da galera para assistir o resto dos shows que iam ter. Mas não dá para curtir a festa. Tem muita coisa que a gente deixa de fazer.

Com a exposição, também surgiram as críticas. Mas ela diz que hoje aprendeu a lidar melhor com isso.

— Eu sou leonina e o tal do leonino é o seguinte: se tiver 99% de pessoas te elogiando e 1% te criticando, você vai querer saber o por que. Mas agora estou respirando mais. Antes eu respondia, queria falar, fazer polêmica com tudo… Mas hoje em dia eu estou me blindando mais disso porque eu entendi que tem muito mais gente elogiando, muito mais gente admirando do que criticando.

Para finalizar, ela ainda fez uma análise sobre as mulheres que dominam o mercado sertanejo atualmente e não seguem o padrão de beleza imposto pela mídia.

— Eu acho que tudo isso que vem acontecendo é justamente pelo fato da gente estar cantando o que a mulher quer escutar, Hoje, as mulheres que estão dominando o sertanejo não estão aqui para se mostrar para homem. A gente não quer nenhum tipo de coisa que seja além da nossa música. Eu não sou uma boneca e as meninas que estão vindo também não são bonecas. Somos mulheres normais, porque as mulheres que estão lá embaixo no nosso show vão se identificar com a gente além de se identificar com as músicas que a gente canta que são o cotidiano delas também.

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