soudesergipe-sem-agua-no-sertao

É grave o problema de acesso à água no sertão sergipano. Nas comunidades que não há canos vazios da DESO, o atendimento é feito pelos Pipas do Exército, Operação Pipa. Uma humilhação. E ainda acontece que esses pipas nunca chegam no tempo certo para abastecer as cisternas das comunidades. A Defesa Civil do Estado parou os seus carros pipas. Nas localidades que deveriam ser abastecidas pela DESO na maioria delas há mais de 30 dias que não pinga água nas torneiras. Isso vem ocorrendo há anos. O município de Poço Redondo tem 23 km de seu território banhado pelo Rio São Francisco. Mas é o que mais sofre com o desabastecimento.

Tenho dito e, com frequência, denunciado uma possível conspiração política pela manutenção da indústria da seca no semiárido sergipano. Cada dia que passa os problemas se agravam. A adutora do sertão, o sertão está com suas estruturas físicas e de gestão apodrecidas. E ninguém fala nada. Nenhuma autoridade se manifesta.

Infelizmente, nos do sertão sergipano não temos voz no parlamento estadual.  Não temos um parlamentar que nos represente. Não temos uma voz propositiva e denunciadora dos reais e grandes problemas do sertão sergipano. Temos lá 24 parlamentares burocratas, frouxos e engabinetados.

Você já viu um deputado provocar um debate com o povo sertanejo sobre os principais problemas que afetam a vida dos sertanejos do semiárido? Você já viu um deputado propor políticas públicas de convivência com o semiárido? Nem da oposição, nem da situação. Nem da esquerda e nem da direita.

Não precisamos de deputados burocratas, sem criatividade, engabinetados. Frouxos. Quando os problemas do povo se afloram somem nas burocracias dos gabinetes. Queremos parlamentares que reproduzam a voz dos sertanejos nos parlamentos municipais e estadual.

Manoel Belarmino – Poço Redondo

Deixe seu comentário abaixo

Comentários

COMPARTILHAR

Gladson Cardoso – Empresário, Profissional de Marketing de Rede, Jornalista DRT/SE 1.871