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Por que as empresas têm que pensar em retenção de talentos, ainda mais em tempos de crise?

Por que empresas oferecem previdência privada? Uma dica: para reter funcionários, especialmente aqueles que são considerados talentosos e têm grande possibilidade de render frutos.

Pensemos mais sobre a questão. No ano passado, tivemos a aprovação da reforma da Previdência, que alterou o valor da aposentadoria, fazendo com que se tornasse ainda mais difícil para o trabalhador obter o teto máximo, de 6.101,06 reais, a aposentadoria integral.

Inevitavelmente, isso fez com que muitas pessoas voltassem os olhos para planos de previdência privada. Com esse investimento, a possibilidade de ter mais conforto durante o momento de inatividade se tornou mais plausível.

Ao observar a mudança, muitas empresas decidiram oferecer aos funcionários o benefício da previdência complementar. O modelo normalmente adotado trabalha com um percentual de contribuição do funcionário.

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Em tempos de incerteza e dificuldade, tal benefício se prova útil ao trabalhador, que poderá colher os frutos de seu esforço quando for a hora de descansar, e também útil para a empresa, que adquire melhor reputação frente ao seu corpo de funcionários e aumenta a possibilidade de mantê-los.

Isso nos leva ao questionamento principal deste artigo: por que é importante reter talentos? Em um mercado altamente competitivo, faz sentido preocupar-se em fidelizar funcionários? O que, na verdade, significa “retenção de talentos”?

Responderemos a essas perguntas abaixo.

Retenção de talentos: o que é?

Chamamos de retenção de talentos as políticas e atitudes que as companhias assumem, com o intuito de manter os profissionais motivados, satisfeitos com o local em que estão e dispostos a continuar.

“Ah, mas o mercado está cheio; não é necessário buscar profissionais, eles é que buscarão a sua empresa” – dizem, mas não é verdade.

Existem centenas de milhares de pessoas que cursaram faculdades ou fizeram cursos, mas profissionais de excelência são raros. Ao encontrá-los, é preciso mantê-los por perto. Do contrário, outra empresa pode notá-los e fazer uma proposta difícil de ser recusada.

É importante que se entenda que, quando falamos sobre talentos, estamos falando sobre pessoas altamente capacitadas, com pensamento inovador e capacidade de fazer acontecer.

Em geral, profissionais pertencentes a este seleto grupo são capazes de produzir muito mais do que os demais, conseguem liderar projetos grandes e não têm medo de assumir responsabilidades.

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Exatamente porque não têm medo de ousar, conseguem vislumbrar possibilidades de resolver problemas, criar novas maneiras de unir uma equipe e até alavancar a empresa como um todo.

Não são, portanto, colaboradores que podem ser facilmente substituídos. Além de tudo, podem fortalecer – e muito – a concorrência caso decidam deixar uma empresa por outra do mesmo setor.

A retenção de talentos, como vemos, tem múltiplos aspectos e desdobramentos.

O que mantém uma pessoa em uma empresa?

Um ambiente de trabalho é saudável, respeitoso e competitivo de forma aceitável – ou seja, se não há discussões frequentes, fofocas e similares -, a oferta de benefícios significativos, pagamento coerente com a responsabilidade da função… São muitas coisas, de fato.

O reconhecimento, aliado ao conforto promovido pela função desempenhada, é possivelmente o que mais motiva e agrada as pessoas que sabem que estão acima da média e buscam criar uma carreira sólida, verdadeiramente diferenciada.

Quando sentem que não estão sendo valorizados, como quando a companhia decide optar por um plano avesso ao que ele traçou ou quando não atua de forma a tornar o espaço compartilhado mais agradável para todos, a tendência é que percam o interesse em construir algo importante por ali.

Este é o momento da decisão: partir em busca de algo novo, mesmo sabendo sobre o novo processo de adaptação e reorganização, ou ficar onde está? Se o local de trabalho não oferecer nada que pese, o profissional certamente alçará novos voos.

A importância de reter talentos em tempos de crise

A pandemia do novo coronavírus tem provocado alterações significativas não apenas no que tange o social, mas nas formas de se trabalhar. Com tantos escritórios fechados, incertezas e distanciamento, as empresas precisam buscar maneiras de continuar atuantes e relevantes no mercado.

Quem pode, em meio a um quadro caótico, pensar em novas narrativas, em novos agentes e em novas maneiras de trabalhar em equipe? Ele mesmo: o profissional talentoso, diferenciado.

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Não sabemos como estará o mercado de trabalho após a finalização da quarentena, tampouco como estaremos, enquanto nação, ao final da pandemia. Manter por perto quem faz diferença, em contextos tão severos, é até mesmo uma estratégia de sobrevivência.

Fonte: Onze Investimentos

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