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Por que o brasileiro ainda insiste em investir na poupança?

O que é VGBL? E o PGBL? Tais termos são importantes para que possamos entender um pouco mais sobre a previdência privada, uma grande aliada dos que desejam garantir uma aposentadoria mais confortável, querem realizar um sonho ou pensam em construir patrimônio.

Embora a previdência privada tenha sido muito comentada nos últimos tempos, em especial por conta das modificações da Reforma da Previdência, boa parte dos brasileiros ainda prefere optar pela poupança tradicional.

De acordo com dados publicados no G1, 65% das pessoas que escolhem guardar dinheiro optam pela poupança. A segunda opção, curiosamente, é deixar dinheiro em casa (o que, como sabemos, além de não render também é perigoso).

Entre os entrevistados do estudo, que foi promovido  pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito, 20% comentaram que deixar o dinheiro parado na conta corrente é uma forma de poupar. Apenas 8% dos entrevistados disseram ter o costume de investir em previdência privada.

Investir na poupança: quais são as razões?

A maior parte das pessoas que opta pela poupança o faz por acreditar que ela é mais segura, por costume e por receio de perder dinheiro.

A crença de que é preciso ter muito dinheiro para investir em outras aplicações também é um empecilho. Por fim, há ainda quem opte pela poupança porque acredita que ela é uma opção fácil, que permite o saque sem dificuldades ou regras rígidas.

O perfil conservador do investidor brasileiro, na verdade, faz com que ele acabe perdendo dinheiro.




Segundo matéria publicada na Valor Investe em junho de 2019, os valores deixados por brasileiros, na poupança, chegavam a R$795,2 bilhões. Animador, exceto por um fato importante: as aplicações haviam rendido menos que a inflação até o presente momento.

De janeiro a maio de 2019, a poupança rendeu 1,49%. A inflação, por sua vez, foi de 2,27%. Na prática, isso significa que quem tinha dinheiro aplicado na poupança perdeu poder de compra, embora tenha aumentado alguns reais a mais.

Em geral, a caderneta de poupança rende cerca de 4,55% ao ano. Quando a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano, a poupança rende 70% do valor da taxa básica mais a taxa referencial (que tem operado na alíquota zero).

Não se trata, como se pode ver, de um investimento que vise a rentabilidade. Para os que desejam apenas guardar dinheiro, como forma de fazer uma reserva de emergência, pode até parecer uma opção interessante.

No entanto, vale dizer que existem outras aplicações de renda fixa de baixo risco que rendem mais do que a poupança. No final das contas, é mais interessante buscar outras opções: mesmo que o investidor ganhe pouco ao final do processo, ele poderá garantir, pelo menos, que não terá seu poder de compra afetado.

Previdência privada: entenda mais

A previdência privada, também chamada de previdência complementar, não está atrelada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como a Previdência pública.

Ela é uma opção interessante para as pessoas que estão em busca de garantir renda futura – especialmente os autônomos ou pessoas que, após a Reforma da Previdência, sentiram-se em desvantagem -, mas não apenas isso.

Ela pode ser utilizada para guardar dinheiro por um tempo específico e, então, investir em imóveis, viagens, realização de sonhos, pagamento de estudos dos filhos, etc.

No Brasil, existem dois tipos de previdência privada: a aberta e a fechada.




A aberta (ou previdência individual) pode ser contratada por qualquer indivíduo interessado nesse tipo de serviço. Para tal, basta apenas buscar instituições financeiras de confiança, como seguradoras ou gestoras independentes, como é o caso da Onze.

A previdência fechada, por sua vez, costuma ser a escolha de funcionários e empresas.

Também conhecida como fundo de pensão, ela funciona da seguinte forma: os colaboradores e empregadores fazem aportes em um fundo de investimentos que é de uso apenas dos funcionários da empresa. O dinheiro, com o passar do tempo, rende.

Quando investir na previdência privada?

Quanto antes, melhor! Há quem faça um plano de previdência para crianças e, por meio de aportes financeiros mensais, garanta o pagamento da universidade do filho.

Da mesma forma, adultos que já trabalham há bastante tempo podem aderir à previdência privada, garantindo mais comodidade e tranquilidade para a época da aposentadoria.

Vale dizer, por fim, que a previdência privada tem tributação flexível, benefícios fiscais e alta liquidez – ou seja, é possível sacar o dinheiro investido a qualquer momento, sem preocupações.

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