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Sergipe perde mais de 240 leitos pediátricos do SUS em nove anos, diz pesquisa

Em nove anos, 247 leitos pediátricos do Sistema Único de Saúde (SUS) foram desativados em Sergipe, de acordo com um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Segundo a pesquisa, em 2010 o estado tinha 480 leitos, passando para 233 em 2019. Na capital, a quantidade foi 160 para 120.

Em todo o país, conforme a SBP, em maio de 2010 havia 48,8 mil leitos pediátricos do SUS. Após 9 anos, o número baixou para cerca de 35 mil – uma queda aproximada de quatro leitos por dia. A Região Nordeste foi a que mais sofreu com a redução de leitos (5.314), seguida do Sudeste, com 4.279 leitos a menos.




Entre os agravos que mais levam as crianças a precisar de internação estão as doenças respiratórias como bronquiolites, crises de asma e pneumonias, mais comuns nos períodos de outono e inverno. Problemas gastrointestinais, casos de alergias e as chamadas arboviroses, também de ocorrência sazonal, completam a lista que contribuem para o crescimento da demanda.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), entre 2008 e 2018, 39,4% da redução de leitos SUS em Sergipe ocorreu na pediatria em virtude da mudança no perfil epidemiológico e de uma tendência mundial da ‘desospitalização’, quando doenças que antes exigiam internação passaram a ter tratamento ambulatorial.

Segundo a SES, 233.084 sergipanos dependem do SUS e para diminuir a necessidade de leitos pediátricos clínicos e cirúrgicos, o estado possui 233 leitos SUS e 18 leitos cirúrgicos SUS distribuídos na rede hospitalar.

“A redução ocorreu exatamente para aqueles leitos de baixa resolutividade clínica, que não produziam impacto na atenção hospitalar, apenas serviam como internações sociais, com baixíssimas taxas de ocupação”, disse a coordenadora da Rede de Atenção Pré-Hospitalar e Hospitalar da SES, Jurema Viana.

Ainda de acordo com ela, devido às questões sociais atuais e às novas políticas sociais, financeiras e econômicas, está avaliada a necessidade de um novo estudo, já que as decisões adotadas atualmente vão impactar na saúde infantil.

G1 Sergipe

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