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SES promove dia especial para crianças e adolescentes soropositivas e expostas

Aventuras em bodyboard em águas rasas, banho de mar, dança e muitas brincadeiras deram ritmo ao dia especial que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reservou para cerca de 40 crianças e adolescentes soropositivas ou expostas e suas famílias. O cenário foi a praia de Aruana, ideal para dar aqueles meninos e meninas a inclusão social que eles precisam para vencer o preconceito. O dia de diversão se estendeu até às 16 horas, com direito a lanche e almoço.

A iniciativa de levá-las à praia que ocorre todos os anos é do gerente do Programa Estadual IST/Aids da SES, Almir Santana, que considera a ação uma questão também de direitos humanos. “Fazemos o dia na praia com o objetivo de dar visibilidade a estas crianças e adolescentes, lembrar a sociedade que eles existem e que precisam de oportunidades para ter uma vida normal, saudável”, salientou Almir Santana.

O dia é esperado com ansiedade por meninos e meninas da capital e do interior. “Este é o terceiro ano que venho e estou muito feliz, porque sei que vou passar o dia todo brincando”, disse o garoto M.O.S., de seis anos. Ele tem o vírus HIV e no momento está em bom estado de saúde, segundo disse a sua mãe, que preferiu não se identificar para preservar a identidade do filho.

A garota M. A. F., dois anos de idade, não possui o vírus da Aids mas foi exposta a ele porque a sua mãe tem a infecção. Saudável, ainda recebe acompanhamento médico, mas como já fez dois anos, deve ser liberada em breve. Ela estava radiante pelo dia que tinha à frente. “Estou feliz de tá (sic) aqui”, disse a pequena.

A dona de casa Vanessa Santos, 21 anos, moradora do Parque dos Faróis, em Nossa Senhora de Socorro, tem o vírus da Aids desde que nasceu, mas os seus três filhos foram poupados.  Para ela, estar com os meninos em uma atividade de diversão é bom para todos. “As crianças adoram esse programa e eu também. É um dia longe da rotina e feliz”, disse ela.

Mãos dadas

A luta contra o preconceito e em defesa da inclusão social das pessoas que têm Aids é uma causa que atrai muitas pessoas para o trabalho voluntário, como os membros do Projeto Estrela do Mar e estudantes do Colégio Master, alunos de Almir Santana. Cerca de 40 voluntários tornaram melhor o dia especial das crianças e adolescentes soropositivas e expostas.

Entre eles estava Samara Letícia, estudante. “Me voluntariei porque eu acho que uma das coisas mais importantes na vida  é você poder entender que o outro também tem um dom. Acho essencial que as pessoas compreendam que todos têm uma causa e que nós precisamos nos ajudar mutuamente. Estou aqui para compartilhar todo amor que eu puder distribuir com estas pessoas”, disse.

O jovem Rodrigo Tenório é voluntário no Projeto Estrela do Mar e estava nesta manhã contribuindo com a iniciativa de Almir Santana. “É uma experiência inovadora estar aqui com estas crianças e adolescentes, fazendo-os se aventurar na prática do bodyboard. É também uma troca de emoções e ensinamentos, um aprendendo o que o outro tem a ensinar”, declarou o voluntário.

 Fotos: Flávia Pacheco

ASCOM SES

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