fbpx
Portal Sou de Sergipe
O portal do Sergipano

Trabalhadores submetidos a condições de escravidão são resgatados em pedreira de Sergipe

Dois trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão foram resgatados em uma pedreira localizada no município de Canindé de São Francisco. A informação foi divulgada nesta terça-feira (1º) pelo Ministério Público do Trabalho em Sergipe.

Segundo o MPT, os dois estavam em um barraco de lona sem condições mínimas para ser habitado. Eles serão acompanhados pelo órgão municipal de assistência social e terão o direito a três parcelas de seguro-desemprego especial de trabalhador resgatado, emitidos pelos auditores-fiscais do trabalho.

Talhadores estavam em local considerado isalubre — Foto: MPT/SE

Talhadores estavam em local considerado isalubre — Foto: MPT/SE

O MPT disse ainda que a fiscalização teve início no dia 25 de maio e vai até esta quarta-feira (2). Durante as inspeções, ao todo, 34 trabalhadores foram encontrados extraindo fragmentos de rochas e realizando o corte de pedras de paralelepípedo, com o auxílio de ferramentas manuais e rudimentares.

Nenhum deles possuía registro do contrato de trabalho ou tinham acesso a instalações sanitárias, água potável, entre outras irregularidades. Três eram menores de 18 anos, e foram afastados do trabalho por estarem em atividade em locais e serviços insalubres ou perigosos.

Equipes de resgate na pedreira localizada em Canindé de São Francisco — Foto: MPT/SE

Equipes de resgate na pedreira localizada em Canindé de São Francisco — Foto: MPT/SE

“Os empregadores identificados como responsáveis pela exploração das atividades nas pedreiras, especialmente dos trabalhadores resgatados e dos adolescentes afastados, foram notificados a regularizar o vínculo dos trabalhos ali encontrados; a quitar as verbas rescisórias dos empregados resgatados; a quitar verbas rescisórias dos menores afastados; e a recolher o FGTS e as contribuições sociais previstas de todos os trabalhadores”, disse a auditora-fiscal do Trabalho Gislene Stacholski, que coordena a equipe do Grupo Especial de Fiscalização Móvel que atuou em Sergipe.

O MPT informou que vai propor ação civil em conjunto com a Defensoria Pública da União (DPU) para impedir os empregadores de cometerem novamente as irregularidades, além do pagamento das verbas rescisórias e da reparação dos danos individuais e coletivos sofridos pelas vítimas.

Também participaram da operação o Grupo Especial de Fiscalização Móvel, coordenado pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério da Economia, a DPU e a Polícia Rodoviária Federal (PRF)

G1

COMENTE!

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja bem com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Consulte Mais informação