Wajir residents walks past carcasses of livestock on July 20, 2011 in Athibohol, North East of Nairobi. Close to 1.4 million people in the region are in dire need of relief food, as a result of the prolonged drought. The situation has been worsened by the failure of the April rains with weathermen foreseeing a severe drought in October. AFP PHOTO / SIMON MAINA

Nesses últimos meses, talvez o assunto mais comentado nas rodas de amigos seja a seca e suas consequências. Todos sabem que seca é, necessariamente, um fenômeno climático causado pela insuficiência de precipitação pluviométrica (chuva) numa determinada região por um período de tempo muito grande e que assola toda a região nordeste do país.

Porém em alguns pontos a triste paisagem árida, seca e morta é mais perceptível que em outros. O amarelado melancólico da vegetação queimada pelo Sol se mistura com o esverdeado vívido dos mandacarus, que representa a esperança do povo sertanejo, que, aos poucos, vai se esvaindo com uma seca que já dura mais de quatro anos.

O fato preocupa muito, desde o aposentado até os comerciantes da região, principalmente no sertão do Estado, já que a economia de muitos desses municípios é baseada quase que totalmente na agropecuária. E o tema ganhou ainda mais força nos últimos dias, ao se tornar principal base para as falas de parlamentares municipais e estaduais de Sergipe.

Porém as grandes problemáticas do assunto são: seca se combate ou se previne? Sete milhões dados pelo Governo Federal são esmola ou ajuda?

Já cantava o saudoso Luiz Gonzaga na música VOZES DA SECA:

Home pur nóis escuído para as rédias do pudê
Pois doutô dos vinte estado temos oito sem chovê
Veja bem, quase a metade do Brasil tá sem cumê
Dê serviço a nosso povo, encha os rio de barrage
Dê cumida a preço bom, não esqueça a açudage”

Combater um fenômeno climático não é algo muito fácil, já que não se prevê com exatidão quando a sua mão de ferro cairá sobre as cabeças do nosso sertão, e muito menos quanto tempo fará vítimas os rebanhos e o povo sofrido que vive dessa terra seca e esturricada. Sendo assim, obviamente o melhor caminho a se seguir é o da prevenção, criando novos reservatórios de água, ampliando os já existentes e desenvolvendo estratégias de distribuição mais eficientes e efetivas, amenizando assim o sofrimento de um povo guerreiro.

As ajudas vindas daqueles escolhidos para a árdua missão de conduzir e salvar os sofredores da nossa terra em tempos difíceis não é abundante como os ditos “gestores” estão acostumados, mas para tempos como estes, quando as dificuldades são iminentes para todos, quando o sertanejo luta todos os dias para se sobreviver e tentar salvar seu rebanho que sucumbe ao sol escaldante desse sertão que não tem nada além da terra seca, muito ou pouco utilizando da criatividade que invade suas cabeças, já é o suficiente para viver um pouco mais.

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