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CASO JUNINHO DA COCADA: Um mês depois, morte de garoto de 11 anos ainda não tem culpado

Portal Soudesergipe até poderia começar esse texto com um lide clássico. A primeira parte de uma notícia, quase sempre, deve entregar ao leitor seis respostas básicas: o que, quem, quando, onde, como e por quê.

O problema é que hoje, 23 de junho, quando completa um mês da morte do adolescente Vitor da Silva Santos de 11 anos, nem a família tem a solução e nem mesmo os moradores do Bairro Olaria em Canindé do São Francisco tem as respostas para o fato que presenciaram naquele fatídico domingo do dia 23 de maio.

A família de “Juninho” segue sem notícias sobre o que de fato aconteceu, apesar de que no fundo eles sabem, apenas tem medo de falar, sobre o como e porque o menino foi encontrado morto em uma “mata” com uma ‘arma” ao seu lado.

No chão, “Juninho” que tinha apenas 11 anos de idade, que vendia cocada para ajudar a família e realizar o sonho de comprar um celular, fatos que vai contra o que a polícia falou e a “mãe” biológica confirmou: “Juninho traficava”.

O tiro atingiu a região do abdômen e saiu pela região das costas perto da lombar. Juninho foi levado para o hospital de Canindé e lá é completamente hostilizado por policiais, que a todo instante não se importaram com a dor da criança, se importavam apenas em fazer perguntas.

“Eu vi tudo, simplesmente queriam o culpar a todo custo por terem atirado nele. Chegaram até dizendo que ele atirou na polícia”. Disse uma fonte.

Juninho dizia só que vendia cocadas e que trabalhava, não tinha arma, estava sentindo muita dor, pedia ajuda de quem estava no hospital, mas infelizmente ninguém pode o ajudar.

“Eles ficaram fazendo perguntas ao menino, sendo bem cruéis e falando em tom de deboche, o menino assustado só dizia apenas que não vendia drogas, que vendia cocada e que não tinha arma. A polícia dizia em todo momento que Juninho tinha atirado neles”. Continuou dizendo a fonte.

A Promotoria de Justiça da Comarca de Canindé de São Francisco, encaminhou um oficio para o Delegado de Polícia Civil do município, solicitando a identificação de todos os policiais militares que direta e/ou indiretamente estiveram presentes no dia em que “Juninho da Cocada”, foi morto a tiros durante uma suposta “operação da Policia Militar”.
Mas até agora, nenhuma resposta foi dada.

O laudo pericial apontou que Vitor da Silva Santos de 11anos de idade, “Juninho da cocada” foi atingido pelas costas. Como Juninho trocou tiros? Seria ele tão habilidoso, ao ponto de atirar “com as mãos para trás?

Um mês depois, silêncio total, “braços cruzados” e ninguém mais fala da “operação” desastrosa da PM de Canindé.

 

Maycon Fernandes/ Jornalista DRT 0002304/SE

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