O resort Tayayá em Ribeirão Claro no PR, controlado até fevereiro de 2025 por empresa familiar do ministro Dias Toffoli, faturou R$ 680,5 mil em renúncia fiscal graças ao Perse, programa emergencial do governo federal criado para socorrer o setor de eventos na pandemia. Revelação da coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, com base em lista consolidada do Ministério da Fazenda de março de 2025, expõe como a Maridt S.A., sociedade anônima de capital fechado gerida pelos irmãos de Toffoli, José Eugênio e José Carlos, se beneficiou de isenções de PIS, Cofins e outros tributos em um teto nacional de R$ 15 bilhões. O Perse, aprovado em 2021 e prorrogado até 2025, injetou bilhões em milhares de empresas, mas o caso do Tayayá chama atenção por colar o nome do ministro a subsídios públicos em meio a escândalos bilionários.
Toffoli figura como sócio minoritário na Maridt, recebe dividendos lícitos conforme a Lei Orgânica da Magistratura, mas seu gabinete admite presença frequente no resort, 168 dias desde 2022 custando R$ 450 mil a R$ 550 mil em diárias de seguranças do STF aos contribuintes. A venda das cotas ocorreu em etapas: 33% em 2021 ao fundo Arllen gerido por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro do Banco Master, e o restante em 2025 à PHD Holding. Tudo declarado à Receita jura o entorno do ministro que nega qualquer gestão operacional ou laços com Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero por pirâmide de R$ 12 bilhões em CDBs. Coincidência fatal: a PF encontrou menções a Toffoli no celular do banqueiro forçando sua saída da relatoria do inquérito em 12 de fevereiro de 2026 com André Mendonça assumindo.
O timing fede. A Maridt saiu do negócio meses após o STF distribuir o dossiê Master a Toffoli em novembro de 2025 e enquanto Zettel operava o caixa paralelo de Vorcaro. Oposicionistas no Senado com 25 pedidos de impeachment contra o ministro lambem os beiços: renúncia fiscal em resort de luxo vendido a fundo de investigado bancado por segurança pública. Toffoli rebate: ilações sem prova sociedade familiar transparente. Mas o contribuinte paga a conta, R$ 680 mil de Perse diárias milionárias e agora suspeição no STF. Quando o Judiciário vira empresário a separação de Poderes vira piada. Hora de auditoria total ou mais um capítulo de impunidade institucional

















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