Por Psicopedagoga Micheline Cordeiro Goes (@psicopedagogamichelinegoes)
A criança só tem acesso a um telefone celular porque um adulto o comprou e o disponibilizou para uso. Da mesma forma, o tempo de uso é concedido, permitido e autorizado por um adulto.
Uma criança deseja se entreter, se encantar, brincar, divertir-se e conectar-se com seus amigos. Antes mesmo da existência dos celulares, esses anseios já faziam parte da infância.
Para prover um telefone e atender às demais necessidades materiais da família, muitos pais trabalham intensamente. E, para conseguirem descansar ou dar conta da jornada dupla — afinal, em casa também existem inúmeras tarefas domésticas —, muitas vezes acabam colocando o “vilão” nas mãos dos filhos.
A vida é exigente, e conciliar trabalho, casa e educação das crianças é, sem dúvida, uma tarefa cansativa. Mas, infelizmente, se você não se dedicar a administrar o tempo de uso das telas do seu filho, quem fará isso?
Uma criança dependente de telas pode ter prejuízos no rendimento escolar, nas relações sociais e até no desenvolvimento de habilidades importantes para a vida.
Reforço escolar, esportes, brincadeiras, brinquedos e a convivência com primos e amigos são alternativas valiosas que podem substituir grande parte do tempo que a criança passa diante de uma tela.
O celular não precisa ser um vilão Mas, na infância, ele precisa de limites, supervisão e equilíbrio.



















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