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Com incentivos e redução da Selic, governo espera a desburocratização do crédito no varejo

Conjunto de ações pretende melhorar taxas e facilitar o acesso a empréstimos; mercado se movimenta para ofertas personalizadas e mais ágeis

Já são vários meses seguidos em que o corte na taxa básica de juros, a Selic, é um dos principais assuntos do noticiário de economia. Após a sequência de cortes, a equipe do Ministério da Economia chegou à taxa mais baixa da história do país – 4,25%. Outra medida adotada relacionada à questão do crédito, tão importante para o desenvolvimento do setor produtivo brasileiro, foi a criação do Cadastro Positivo, efetivado logo nos primeiros dias de 2020.

Com ele, tanto os bancos, quanto estabelecimentos comerciais, terão acesso a informações mais detalhadas sobre o perfil de consumo de seus clientes. Isso vai permitir um cálculo mais preciso do risco na hora de conceder crédito a alguém, e, consequentemente, habilitar os bancos a realizarem ofertas de crédito personalizadas. O intuito principal das medidas é fazer com que os bancos também reduzam as taxas de juros na oferta de crédito no varejo. No entanto, isso ainda não está sendo visto na prática.

O acesso ao crédito segue sendo um dos maiores desafios para o governo em seu segundo ano. O crescimento do país só será consolidado com o aumento do emprego e da renda, e também do acesso ao crédito. Tudo está ligado ao consumo das famílias, que é o grande motor da economia nacional. Se as famílias consomem, o comércio e o setor de serviços cresce, aumentando a demanda da indústria, que também cresce, permitindo um círculo virtuoso na economia.

Descrito dessa maneira, todo o processo parece simples e rápido, mas a prática é mais complicada do que parece. Com o alto desemprego e um ritmo ainda lento de retomada, os consumidores que tiveram seus nomes negativados por não poderem arcar com as suas dívidas, ficam com o nome restrito e sem possibilidade de contraírem crédito. Isso pode agravar a situação das finanças de um cidadão, visto que um empréstimo de emergência poderia ajudá-lo a sanar suas dívidas. São mais 60 milhões de brasileiros nessa situação, atualmente.

Opções de crédito cresceram nos últimos anos

Paradoxalmente, junto com o aumento de inadimplentes, cresceram também as opções de empréstimos no mercado. Se há pouco tempo apenas os cinco maiores bancos do país – Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal e Bando do Brasil -, competiam por clientes em busca de crédito, além de algumas poucas financeiras, nos últimos anos o cenário mudou.

Muito se deve à chegada dos bancos digitais e das fintechs. Por trabalharem com custos menores de operação, essas instituições conseguem ter mais flexibilidade na hora de oferecer crédito aos seus clientes. Muitas possuem linhas de crédito para negativados, inclusive, embora as taxas ainda sejam altas.

Outro ponto de destaque desses novos players do mercado financeiro, é o entendimento sobre o momento em que uma pessoa precisa de um empréstimo. Normalmente a necessidade surge sem aviso prévio, e com urgência. Portanto, ter agilidade na aprovação torna-se uma vantagem competitiva para esses bancos. Atualmente a busca por empréstimo online urgente tem crescido, graças a essas tecnologias.

Dicas para encontrar o melhor crédito

Com o crescimento dos bancos digitais e da oferta de empréstimos online, é preciso ficar atento à procedência das instituições no momento da pesquisa. Afinal, aumentaram também os golpes online, que tentam captar dados e até mesmo o dinheiro de quem quer um empréstimo na internet. Outra precaução a ser tomada nesse sentido, é nunca adiantar nenhuma quantia na hora de pegar um empréstimo.

Em seguida, considere a melhor condição possível, combinando taxa e prazo. Os grandes bancos também têm opções de empréstimo online, sobretudo quando há uma linha pré-aprovada para o cliente. A modalidade mais comum é o CDC, disponível em bancos como Itaú e Caixa Econômica Federal, porém, a taxa costuma ser mais alta do que em outras modalidades. A vantagem é que o dinheiro normalmente sai na hora. Outra opção comum nos grandes bancos é o adiantamento da restituição do imposto de renda, que também costuma sair rapidamente.

Bancos digitais e fintechs têm processos de aprovação extremamente rápidos e costumam oferecer taxas mais amigáveis ao bolso do consumidor. O empréstimo consignado online normalmente é uma boa opção para quem quer pagar menos taxa. Isso acontece, pois o risco é reduzido com a associação do pagamento das parcelas ao salário do tomador do empréstimo. No caso dos aposentados, as taxas são ainda mais competitivas, já que não existe o risco de demissão e consequente perda do salário.

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