O dólar comercial fechou esta quinta-feira (10) em alta de 4,73%, a R$ 3,361 na venda. É o maior ganho diário desde 22 de outubro de 2008, quando o dólar havia disparado 6,39%.

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É também o maior valor de fechamento desde 7 de julho deste ano, quando a moeda havia fechado a R$ 3,366 na venda.

Com isso, a moeda norte-americana acumula alta de 4,03% na semana. No mês, tem valorização de 5,37% e, no ano, perdas de 14,86%. Na véspera, a moeda norte-americana havia subido 1,33%.

Contribuíram para a alta de de hoje preocupações sobre o futuro político do presidente Michel Temer, a ausência do Banco Central no mercado de câmbio e a cautela de investidores por conta da vitória de Donald Trump nos Estados Unidos.

Cenário político

O dólar foi influenciado, entre outros motivos, pela notícia de que a defesa da ex-presidente Dilma Rousseff entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) documentos que apontam que uma doação de R$ 1 milhão feita à campanha eleitoral de 2014 pela empreiteira Andrade Gutierrez foi direcionada à campanha do então vice-presidente Michel Temer, companheiro de chapa da petista na eleição daquele ano.

Investidores ficaram preocupados com o futuro do governo.

Além disso, a alta também foi puxada pela saída de recursos do país. Quanto menor a oferta de dólar, o preço tende a subir.

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Atuações do BC

O Banco Central brasileiro não atuou no mercado de câmbio nesta sessão. O BC anunciou, na véspera, que iria interromper os leilões quase diários de swaps cambiais reversos (equivalentes à compra futura de dólares).

O objetivo é “acompanhar e avaliar as atuais condições de mercado” após a inesperada vitória do republicano Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos.

No Chile, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou que o banco está monitorando as condições do mercado de câmbio para ajudar a não colocar mais pressão e que, se for necessário, tomará as “medidas adequadas”.

Eleições nos EUA

No mercado externo, os investidores continuavam preocupados com vitória de Donald Trump, mesmo ele tendo usando um tom mais conciliador em seu discurso após as eleições.

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