Descoberta foi feita em Aracaju (SE), onde foi detectado através de pesquisa um mosquito da espécie Aedes aegypti infectado naturalmente pelo vírus causador da febre.

A descoberta foi publicada no dia 14 de junho pela revista científica PLoS Neglected Tropical Diseases.

A pesquisa foi desenvolvida por cientistas da Rede de Pesquisa sobre Zika Vírus em São Paulo (Rede Zika) com o apoio de profissionais do Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen-SE).

O estudo foi realizado no ano de 2016 em 6 bairros da capital Aracaju (Atalaia, São José, Industrial, Olaria, Santa Maria e São Conrado). Essas localidades tiveram como foco os principais vírus em circulação: dengue, Zika e chikungunya.

De acordo com o estudo, entre os 248 mosquitos avaliados, nenhum estava infectado com a dengue ou Zika. Apenas uma fêmea da espécie Aedes aegypti apresentou o vírus da febre chikungunya.

Até dezembro de 2016, o Ministério da Saúde tinha registrado mais de 265 mil casos prováveis de febre chikungunya no país. Em 2015, foram notificados quase 40 mil casos suspeitos. Apesar do alto número, nenhum inseto infectado havia sido detectado.

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC / Fiocruz) se pronunciou sobre a pesquisa através de  uma nota, esclarecendo que no estudo há dois fatos inéditos no Brasil: a primeira detecção de infecção natural por Chikungunya em Aedes no território brasileiro; e o outro fato é a primeira detecção de infecção natural por um dos genótipos do vírus Chikungunya no território das Américas.

Izaque Vieira/ Redação Portal Sou de Sergipe

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