Polícia tem agido com inteligência para lidar com esses casos

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O uso das tecnologias e aplicativos de comunicação continua sendo o principal empecilho ao trabalho das polícias de trânsito em Aracaju. No auge dos festejos juninos, em eventos que acontecem em dois extremos da capital, as blitzes têm fechado o cerco dos motoristas que insistem em unir o consumo de bebidas alcóolicas e a condução de veículos. De acordo com a capitã Manoela Gomes, comandante da Companhia de Policiamento de Trânsito (CPtran), além de cometer o crime de dirigir embriagado, muitos condutores ainda fazem uso do whatsapp ou de aplicativos como o ‘Waze’ para fugir das blitzes policiais, principalmente na saída dos festejos.

“Nós sabemos da existência desses grupos, principalmente no whatsapp. Estamos acostumados a lidar com isso não só durante essas festas, mas no dia-a-dia em si. Atrapalha bastante o trabalho da polícia e muita gente não faz ideia do perigo que esses condutores [embriagados] trazem ao trânsito, por isso a alternativa da polícia é trabalhar com a inteligência para tentar identificar esses casos”, afirmou a comandante. Ainda conforme Manoela, a polícia tem encontrado maneiras de se infiltrar nesses grupos para observar tanto as informações divulgadas, quanto para colocar informações de blitzes em ‘locais falsos’ para atrair esses motoristas aos locais onde há as abordagens.

Outra estratégia da polícia de trânsito tem sido mudar rapidamente os locais das abordagens. Nos casos em que os condutores são flagrados divulgando informações em grupos ou tirando foto das operações policiais, os militares poderão fazer a condução do mesmo à delegacia. “A polícia não pode ir e pegar o celular do motorista para ver se ele participa desses grupos, mas se flagrar ele compartilhando alguma informação sobre a blitz ou tirando uma foto do local, terá o aparelho tomado e lacrado em um plástico e será conduzido à delegacia”, explicou Manoela.

Festejos

De acordo com a CPtran, a operação para os festejos juninos tem mobilizado diariamente 30 policiais e 12 viaturas. A comandante Manoela Gomes afirmou que até o último fim de semana, 18 pessoas haviam sido autuadas por embriaguez ao volante.

Em sua avaliação, ela considera que o número de flagrantes por embriaguez ao volante está numa proporção menor que dos anos anteriores, mas preocupantemente, as recusas aos testes de bafômetros têm crescido. “As recusas simples, ou seja, quando os condutores não dão indícios de embriaguez, mas mesmo assim se recusam a fazer os testes, estão crescendo. Nesses casos nós notificamos os condutores como medida administrativa e fazemos a retenção do veículo até que alguém com a CNH chegue para fazer a condução”, explica.

Via Infonet

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