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Georgeo: “Governo é conivente e até colabora com o que acontece no HRAM e Jessé Fontes”

“É muito descaso com a saúde pública e com a vida das pessoas”. Com essa afirmação, o deputado estadual Georgeo Passos (Cidadania) definiu a situação que encontrou nos Hospitais Regionais Amparo de Maria (HRAM) e Dr. Jessé Fontes, em Estância. Acompanhado da deputada estadual Kitty Lima (Cidadania) e da assessora Suely Barreto – representante do senador Alessandro Viera – o parlamentar fez uma visita surpresa para verificar denúncias feitas por funcionários das unidades.

Segundo Georgeo Passos, as condições de atendimento nos hospitais regionais de Estância são muito precárias. No Amparo de Maria, os funcionários estão em greve por causas dos salários atrasados, falta de pagamento do 13º e vale-transporte. “Os servidores do HRAM estão trabalhando com salários atrasados há mais de dois meses. Além disso, fornecedores e a cooperativa dos anestesistas também estão sem receber. E com isso, falta insumos e médicos para o atendimento”.

O deputado afirmou ainda que apesar do Amparo de Maria ser filantrópico e do Estado estar em dia com os repasses, conforme divulgou a SES através de uma nota, o Governo tem a sua parcela de culpa no caos em que hoje se encontra o hospital. Georgeo explicou que em 2018, as vésperas da eleição, o Governo do Estado assinou um contrato com o HRAM, aumentando o teto da prestação de serviços para cerca de R$ 1,5 milhão, mas que atualmente só tem demandado serviços que produzem faturas que oscilam entre R$ 500 e 700 mil.




“Em conversa com alguns funcionários da administração do hospital, soubemos que o pagamento é feito de acordo com a produção. Nós inclusive achamos justo esse acerto, só que o problema é que o Estado assinou um contrato onde a produção deve atingir R$ 1,5 milhão e o Governo só demanda serviços que custam no máximo R$ 700 mil. Todo mundo sabe que o Amparo de Maria depende de prestar serviços para o Governo do Estado para continuar funcionando”.

Para o parlamentar, o Estado não se esforça para melhorar a situação. “O Estado não demanda os serviços suficientes para a oferta que foi acordada via contrato. Para se ter uma ideia, o hospital disponibiliza a realização de tomografias uma vez por semana e não aparece ninguém para fazer. Não é possível que na região centro-sul não tenha ninguém precisando de uma tomografia e quem controla essa demanda é o Estado, através do Sigal. Por isso, na minha visão, o Governo é conivente e até colabora com o que está acontecendo hoje no HRAM”.

No Jessé Fontes, a situação encontrada poderia ser melhor. De acordo com Georgeo, o hospital ainda não disponibiliza Unidades de Terapias Intensivas (UTI). Além disso, não existe atendimento ortopédico. “Encontramos as salas de UTI vazias e fechadas, sem nenhum aparelhamento, ou seja, é uma melhoria que desde a inauguração daquela unidade em 2011, o Governo não conseguiu implantar. Também ouvimos relatos sobre a necessidade de ortopedistas, para que as pessoas daquela região não precisem ir pra outra região se submeter as cirurgias ortopédicas”.

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