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Especialistas dão dicas sobre mercado monetário e independência financeira

12/7/2021 –

Palestra tratou de investimentos em cenários de juros baixos, dando conselhos para público organizar projeções financeiras

Investimentos em cenários de juros baixos foram o tema da palestra ministrada durante o encontro online do Grupo de Gestão Empresarial do SEPRORGS, que ocorreu na terça-feira, 04/06, com a presença de Francisco Zanini e Rafael Nicolela, sócios da Ducado – agente autônomo credenciado a XP Investimentos.

Na ocasião, os executivos falaram sobre as formas de buscar independência financeira e a importância das assessorias especializadas para gerir o patrimônio das pessoas físicas e jurídicas. Zanini e Nicolela explicaram que antes de iniciar um planejamento financeiro é necessário responder a questões sobre prazo em que se pretende ter renda para atingir independência financeira, tamanho da jornada que se quer cumprir, capacidade de poupar e remuneração do patrimônio a ser atingido.

Para que esses questionamentos sejam resolvidos, inicialmente, é importante saber qual a taxa de remuneração possível em 2021, segundo os especialistas. Para isso, é também necessário compreender que o contexto econômico mudou. Ou seja, aquela época em que as pessoas físicas e os empresários aplicavam suas reservas financeiras em produtos como os Fundos DI não existe mais.

“Eram fundos de baixo risco, altíssima liquidez, o que fez com que nos acostumássemos a ter o dinheiro disponível em qualquer momento e com alta rentabilidade. Porém, isso fez com que o investidor brasileiro ficasse preguiçoso e não quisesse sair da sua zona de conforto”, diz Nicolela.

No entanto, rentabilidades da ordem de 4% acima de inflação nos dias de hoje são muito difíceis de conseguir, de acordo com a avaliação desses especialistas. Este feito, segundo os especialistas, exige esforço e disciplina, além da coragem para assumir riscos a fim de buscar altas rentabilidades. Um propósito que mexe com questões comportamentais, visto que muitos empresários são conservadores e não sabem exatamente que tipo de risco devem assumir.

“Porém, ser conservador nesse momento é certamente perder patrimônio, pois investir se tornou complexo e assumir os riscos necessários exige conhecimento, monitoria do mercado e gestão proativa. É preciso perguntar se estamos preparados para fazer frente a essa complexidade”, destacou Zanini.

Na palestra, ele e Nicolela também explicaram que os bancos comerciais não são a melhor alternativa para lidar com esse novo momento da economia. Isso porque essas instituições possuem um modelo de negócios caro e enfraquecido. Ocorre que a imensa estrutura adotada por essas empresas gera um custo muito grande com espaços, equipes, profissionais e exige uma escala que impede que os clientes sejam atendidos de forma personalizada.

Nicolela explica que uma empresa credenciada é uma alternativa, visto que está sempre associada a uma corretora e é fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM), o que garante mais segurança aos clientes. “Além disso, são empresas alinhadas com o mercado financeiro e que buscam o tempo otimizar risco e rentabilidade”, completa.

Além disso, por não demandar uma estrutura grande como a de um banco, por exemplo, a assessoria consegue fazer com que o cliente não seja apenas um número, mas uma pessoa. Entre outros benefícios, o atendimento é feito pelo dono da assessoria que, muito provavelmente, acompanhará o cliente pelos próximos dez anos.

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