outubro16 , 2021

    RAPIDINHAS DA POLÍTICA: Episódio de hoje, Eles são gente

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    A sessão da câmara de vereadores de Glória da última terça-feira,02, ainda está dando o que falar.

    BOLA DA VEZ: Humberto Dantas

    O Parlamentar mostrou uma preocupação, que deveria ser mais vista por todos os parlamentares. O tema abordado pelo vereador, trata-se dos “barracos” localizados na Rodovia Engenheiro Jorge Neto.

    De acordo com o vereador, a casa precisa fazer um projeto para que se faça casa populares, com o objetivo de trazer comodidade, segurança e além de tudo tratar aquelas pessoas com humanidade.

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    Enquanto o vereador falava, uma outra parlamenta (Tita) pediu a palavra e fez uma indagação um tanto quanto estranha ou na visão de muitos até desumana.

    Transcrevo aqui a fala:

    “Na minha opinião, aquelas barracas ali como já foi feita a Cohab com o pessoal tudo de fora, é de Alagoas é de outros…

    Essas barracas são gente de fora, né de Glória não, aí eles vem se apossar, faz as barracas, faz as bagunças e agora Glória tem que tomar as providencias pra dar casa a esse pessoal.

    Esse pessoal deveria voltar para seu local de origem pra sua cidade e lá que o prefeito acolha eles, porque se todo mundo que chegar aqui em Glória o prefeito acolher, ele não vai ter condições…

    Se eles forem acolhidos agora, vai vim mais gente pra se apossar de novo…”

    CLIMA QUENTE

    Após a fala descabida da vereadora, visivelmente indignado com aquilo que acabara de ouvir, Humberto Dantas apontou sem citar nomes, que o principal responsável por aquela invasão foi o prefeito que deixou o primeiro barraco ser montado naquela localidade.

    RESPOSTA A TITA

    “ A justiça não dá o direito de tirar eles dali não, a gente pode tirar eles dali se fizer as casas e dar pra eles, QUE ELES SÃO GENTE.

    Eles podem ser de Carira, Porto da Folha, Maceió, tem cidadão ali que é de Nossa Senhora da Glória, porque tem quase 20 anos que moram debaixo (dos barracos), e o cidadão quando passa, dois, três, quatro, cincos anos dentro da sua cidade, ele já é considerado de Glória, mesmo sem ter um teto pra morar”…

    Mas ele é um cidadão gloriense, ele só não é cidadão gloriense porque não foi visto, porque não teve dinheiro pra fazer um grande comercio, eu vejo gente aqui que tem comércio com três ou quatro anos já é cidadão gloriense, já dão até título de cidadão.

    E porque um barraqueiro, um cidadão que não tem onde morar, nem aqui e nem no Brasil, não pode receber? Se provar que em Canindé ele tem uma casa, ele não vai receber não..

    Maycon Fernandes/Jornalista DRT 0002304/SE

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