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A contratação remota veio para ficar?

O home office ainda podia ser considerado uma tendência antes da pandemia de coronavírus. Depois do surto de COVID-19 em todo o mundo, esse modelo de trabalho virou a única alternativa para manter empresas de diversos setores funcionando. A forma de contratação também mudou, agora os processos seletivos estão sendo feitos remotamente.

A Pesquisa Gestão de Pessoas na Crise COVID-19, realizada pela FIA (Fundação Instituto de Administração) mostra que o home office foi adotado por 46% das empresas durante a pandemia. Ter um RH estratégico é importante, já que as contratações remotas se tornaram a única forma de contratar neste período que ainda deve perdurar por algum tempo.

Será que as contratações remotas se consolidaram no pós-pandemia?

O home office deve ganhar mais espaço no pós-pandemia e isso abre espaço para que as contratações também sejam feitas remotamente. Uma pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas) mostra que o trabalho deve crescer cerca de 30% após a pandemia.

Fato é que as empresas perceberam que os profissionais renderam muito mais trabalhando no conforto de casa. Além do trabalho remoto trazer outros benefícios como a redução de custos com aluguel de escritório e infraestrutura física, por exemplo.




O CEO da Talenses Group, Luiz Valente, disse em entrevista ao Estadão, que apenas 20% dos clientes mantiveram seus processos seletivos parados após o início da pandemia, mas que o restante das empresas segue com vagas abertas.

Valente destaca que as empresas que já adotavam uma política de home office saíram na frente. Estas já obtinham a infraestrutura necessária para massificar o home office e adotar o modelo de contratação remota.

O executivo destaca que em abril, após um levantamento feito com 50 empresas, 92% já haviam conseguido implementar o regime integral de home office para colaboradores do setor administrativo. Valente ressalta que as empresas ligadas a setores mais tradicionais foram as que tiveram mais dificuldade em se adaptar às novas necessidades.

Contratação remota não é exclusividade de empresas de tecnologia

Outro ponto destacado por Valente é que não são apenas as empresas do setor de tecnologia e relacionados que optam pela contratação remota. Empresas de diversos segmentos como saúde, varejo, marketing e vendas adotam esse tipo de processo.

Por conta da pandemia, ele afirma que o recrutamento passou a ser 100% digital, sendo conduzido por meio de videoconferências, testes e com a aplicação de metodologias para atestar as competências dos candidatos.

O que esperar da contratação remota?

Não há como garantir que a contratação remota continuará em alta após a pandemia. Agora, antes mesmo de toda essa situação se instaurar em todo o mundo, algumas partes de processos seletivos já estavam sendo feitas por meios digitais.

Entrevistas prévias com o diretor da empresa de recrutamento por meio de videoconferências, tarefas e testes comportamentais online já eram comuns antes da pandemia.  As contratações remotas podem ampliar o leque de opções das empresas no mercado massificando a busca por talentos, por exemplo.

Se antes uma empresa estava atrás de novos profissionais da sua cidade de atuação, agora é possível contratar profissionais de todos os lugares do mundo. Através da contratação remota é possível atrair profissionais sem limitações geográficas.

A Forbes ressaltou que após o Twitter anunciar que adotou uma política permanente de home office, as buscas por “empregos no Twitter” aumentaram cerca de 80%. O mesmo aconteceu quando o Facebook tomou uma iniciativa semelhante.

O trabalho e a contratação remota podem fazer com que profissionais de todo o mundo procurem a empresa. Isso deve tornar mais fácil a atração e a retenção de talentos, dois grandes desafios enfrentados por negócios de todos os portes e segmentos.

Quais são os desafios da contratação remota?

A ministra Maria Cristina Peduzzi, presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho) disse em entrevista ao UOL que o trabalho remoto veio para ficar. Peduzzi explicou que mesmo com o trabalho remoto fora da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), patrões e empregados devem chegar a um consenso em relação a rotina de trabalho.

Peduzzi completou afirmou que novos mecanismos precisam ser estabelecidos para garantir esse novo regime de contratação e trabalho, trazendo segurança para os dois lados. Outro ponto importante é a necessidade de as empresas montarem a infraestrutura necessária para a implantação do home office e dos processos seletivos remotos.

Para isso será preciso se apoderar das novas tecnologias e utilizar softwares que facilitem e automatizem todo o processo. Basicamente, isso consiste em realocar os custos de infraestrutura para uma infraestrutura online.

O RH se torna um setor ainda mais importante nas empresas, tendo a missão estratégica de promover toda essa mudança. O fato é que o futuro das contratações remotas depende de RHs bem estruturados que definam regras claras para este tipo de processo seletivo e para o trabalho remoto.

Foco em onboarding deve nortear toda a estratégia de manutenção de contratação remota.  É importante não só realizar um processo seletivo que permita conhecer e testes os candidatos como também criar mecanismos para acompanhá-los em seu processo de adaptação ao novo regime de trabalho.

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