setembro22 , 2021

    Saques no comércio com Pix começam no 2º trimestre de 2021

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    Entender a dinâmica das ações, conhecer as principais bolsas de valores do mundo, abrir mão da poupança tradicional, criar conta em bancos digitais: a vida dos usuários interessados em saúde financeira, investimentos e tecnologias voltadas para a facilitação de processos cotidianos tem sido muito agitada.

    Uma novidade tem ganhado destaque nas redes sociais e nos anúncios fora da web – você possivelmente já deve ter lido algo sobre ela no ponto de ônibus ou nas paredes do metrô: o Pix. O nome é simples, mas a funcionalidade é imensa.

    Não sabe ainda o que é o Pix e qual será o seu impacto no funcionamento dos comércios e nos processos financeiros que, em outros momentos, levariam horas ou dias para serem concretizados? Abaixo, falaremos um pouco mais sobre a questão. Confira.

    Antes de tudo: entenda o que é e para que serve o Pix

    Trata-se de um sistema de pagamento eletrônico instantâneo que permite aos usuários que façam transações múltiplas, como transferências e pagamentos, a qualquer hora, em qualquer lugar, sendo feriado ou não.




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    Mesmo quando a conta de destino for de um banco diferente, não haverá problema: o Pix permitirá que, em até dez segundos, os valores sejam transmitidos. É uma revolução na forma de fazer negócios, sem dúvida, e a expectativa é que, dentro de algum tempo, o Pix assuma o lugar dos TEDs e DOCs.

    Segundo o Banco Central (BC), a operação do Pix começará no dia 16 de Novembro, em todo o Brasil. O cadastro de clientes, no entanto, poderá ser feito antes disso, no dia 5 de outubro.

    Serão três formas para realização de pagamentos de forma instantânea: através de QR-Code, por aproximação ou com o auxílio de uma chave de identificação.

    Para ter acesso à chave de identificação, o interessado deverá fornecer dados específicos, como CPF, CNPJ ou número do celular pessoal, e fazer um cadastro prévio em um banco ou instituição.

    Como fazer o cadastro das chaves Pix: entenda

    Alguns bancos saíram na frente no processo e têm oferecido aos correntistas a possibilidade de fazer um pré-cadastro: o Santander e o Inter, por exemplo, já estão em contato com os seus usuários.

    Se a sua instituição financeira ainda não tiver feito a ponte entre você e o Pix, o ideal é que você entre em contato e informe-se sobre qual será a forma de cadastro a ser utilizada.

    Pessoas físicas poderão registrar até cinco chaves, em diferentes instituições. Pessoas jurídicas, por sua vez, terão direito a registrar até vinte chaves.

    Convém dizer que, apesar de ser uma facilitadora das transações, não é obrigatório ter uma chave Pix. Para realizar pagamentos instantâneos, o usuário poderá informar os dados pessoais e bancários de quem receberá o dinheiro, como já é feito no DOC ou no TED.

    Saques em comércio: como vão funcionar?

    É um procedimento bastante inédito, na verdade. Usuários do Pix poderão informar, quando estiverem em algum estabelecimento comercial, que desejam sacar um valor específico com o Pix.

    Por meio de um QR Code, o interessado pagará ao local o valor que deseja retirar, além de uma pequena taxa (que é o valor do serviço, dado ao estabelecimento em questão). Confirmada a transação, o caixa entregará o dinheiro em espécie.

    É uma funcionalidade que visa diminuir a necessidade de caixas eletrônicos, que precisam de cuidados e manutenção constante, assim como a dependência do usuário em relação a eles. Visto que será possível sacar em estabelecimentos seguros, haverá minimização de perdas e inconvenientes.

    As transferências começarão antes do serviço de saques em comércios: enquanto o Pix começará a atuar em novembro deste ano, a previsão é que os saques comecem a ser feitos apenas no segundo trimestre de 2021.

    Quanto será necessário pagar pelos serviços?

    De acordo com o diretor da Organização do Sistema Financeiro do Banco Central (BC), João Manoel de Mello, o Pix será gratuito para pessoas físicas. As pessoas jurídicas, por sua vez, assumirão o custo de R$0,01 para cada dez transações feitas no Pix.

    Na prática, ainda não é possível saber como será feito o sistema de cobrança ou o valor total que as empresas e estabelecimentos precisarão pagar. Com a regularização do serviço, porém, mais questões virão às claras nos próximos meses.