Entende-se por desertificação o fenômeno de empobrecimento e diminuição da umidade em solos arenosos, localizados em regiões de clima subúmido, árido e semiárido. Esse tipo de fenômeno pode ser causado tanto pela ação da natureza, quanto pela ação humana. A ação humana é a mais destrutiva e decisiva para provocar ou acelerar o processo de desertificação. Entre as ações danosas, destacam-se as queimadas e os desmatamentos, bem como a prática da monocultura (sem a rotação de culturas nos solos), entre outros fatores.

Em nosso país trata se de um grave problema ambiental, atingindo uma área de 900,000 km²quilômetros quadrados afetando direto e indiretamente mais de 15.000.000  brasileiros, não existindo no território nacional outro  problema ambiental que atinja tamanha área e a tantas pessoas (SUDENE,2000).

Na região Nordeste do Brasil, estima-se que cerca de 230 mil km² já estejam desertificados. Para se ter uma ideia, uma área superior à do estado do Ceará. Essas áreas encontram-se, portanto, fortemente degradadas e inférteis, tornando o plantio impossível. O problema em Sergipe atinge principalmente os municípios de Canindé, Poço Redondo, Porto da Folha, Monte Alegre, Glória e Gararu, onde o desmatamento já é bastante grande.

Em Monte Alegre por exemplo, aproximadamente 90% das matas nativas foram destruídas. Isso tudo somado aos péssimos hábitos que as pessoas têm em relação ao meio ambiente, tem acelerado ainda mais esse processo. O mais preocupante é que devido a falta de uma campanha educativa solida para a população o problema tende a crescer ainda mais nos próximos anos.

Há alguns anos o governos Estaduais e Federal tem incentivado aos municípios desenvolverem iniciativas como a Implementação da política municipal de meio ambiente a exemplo da Criação dos Conselhos e dos Fundos de Meio Ambiente para assim fomentar ações de combate à desertificação .É importante destacar que, em geral, as populações que mais sofrem – tanto direta quanto indiretamente – as consequências disso são as mais pobres, uma vez que não irão dispor de renda ou alimentos a baixo preço para satisfazer suas necessidades alimentares. Então, podemos avaliar que uma das consequências da desertificação dos solos é a redução das práticas agrícolas e da produção de alimentos.

Além dos danos sociais e econômicos, a desertificação e a arenização também se constituem como um agravante para inúmeros problemas ambientais, como a destruição das camadas de vegetações superficiais, além da morte de animais, da diminuição na oferta de recursos hídricos e na perda dos solos.

Abaixo vamos descrever algumas ações e projetos que vem acontecendo nos municípios do Alto Sertão:

Criação e implementação do Conselho de Meio Ambiente;

Criação e implementação do Fundo de Meio Ambiente;

Criação das Secretarias de Meio Ambiente (Caso não tenha);

Apoio a organização dos Catadores de materiais recicláveis;

Implantação da Coleta Seletiva nos municípios;

Implantação do Fundo de Combate à Desertificação;

Criação da Guarda Municipal Ambiental;

Criação e aplicação dos Planos Municipais de Saneamento Básico.

Participação no GPCD (Grupo de Combate à Desertificação), de pessoas ligadas ao poder público e a sociedade civil de cada um dos municípios.

É de suma importância que os cidadãos acompanhem e cobrem das representantes ações racionais que venham realmente amenizar esse problema que cresce assustadoramente podendo comprometer as futuras gerações.

Por Izaque Vieira / Redação Sou de Sergipe

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