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Georgeo: “O Estado está brincando com a educação”

O deputado estadual Georgeo Passos, Cidadania, visitou escolas da rede pública estadual que estão instaladas na cidade de São Cristóvão. E o parlamentar ficou preocupado com o que encontrou nessas fiscalizações: falta de profissionais e estrutura precária para atender os milhares de alunos que saem de casa todos os dias com o intuito de aprender.

Foram visitadas as escolas estaduais Professora Glorita Portugal, no Eduardo Gomes, Senador Paulo Sarazarte e Padre Gaspar Lourenço, na sede do município. Em todas, o cenário era de salas de aulas com quadros e cadeiras mal cuidadas, além da falta de profissionais. “Falta o básico”, revela Georgeo Passos.




“Nessas visitas, ficou claro que as escolas do Estado estão passando por um momento ruim em relação a sua estrutura, mas também estão sofrendo com a falta de servidores. Sabemos da grande deficiência do quadro de apoio. Faltam pessoas para fazer a limpeza e a merenda. E isso acontece em vários colégios da rede estadual”, garantiu o parlamentar.

E isso afeta a rotina dos estudantes. No dia em que o deputado realizou a visita, os alunos não receberam alimentação na Escola Glorita Portugal. Não por falta de comida, mas por que a merendeira não comparece ao trabalho há vários dias, deixando mais de 400 alunos do turno da manhã sem o direito de comer.

Na Padre Gaspar Lourenço, o estado de deterioração é visto logo de cara.  Os muros do colégio possuem buracos, dando acesso livre a área externa, onde funciona a quadra. A comunidade utiliza o espaço e pessoas transitam normalmente. “Nos foi relatado que, algumas vezes, é preciso buscar o diálogo para que não atrapalhem as aulas”, denunciou Georgeo.

Contudo, a pior situação das três unidades escolares visitadas é a do Colégio Estadual Senador Paulo Sarazarte. O prédio onde deveria funcionar a escola está fechado há mais de dois anos para reformar e a solução encontrada pelo Governo foi realocar os estudantes em um edifício histórico em frente à praça da matriz. O deputado verificou a precariedade do local.

“Colocaram esses alunos em um local improvisado, onde as salas de aulas são divididas por tapumes. Percebemos que quem dá aula ouve quem está na sala ao lado. Muitos alunos dentro de um ambiente insalubre, que é o que o Estado colocou à disposição. Enquanto isso, o prédio original da escola está fechado e simplesmente esqueceram dele. Até hoje, o Governo sequer conseguiu licitar essa obra”, criticou.

Para o deputado, o Estado não está dando a devida atenção para esses estudantes. “Estão brincando com a educação. Esses jovens não terão acesso a uma educação de qualidade. Como eles vão ter uma condição e uma oportunidade no futuro desta forma? Como é que nós avaliamos um aluno que vai para uma aula com as condições dessas? Qual aprendizado eles vão ter?”, questionou.

Georgeo informou ainda que o cenário de precariedade se reflete também nos professores. “Percebemos uma grande desmotivação. Falta estímulo. Uma docente com sete anos de rede disse que ia largar o emprego por que não tinha perspectiva nem força mais para continuar seu trabalho. E isso é lamentável”, finalizou Georgeo.

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